
Relato da reunião sobre a Universidade.
Encontro realizado no dia 13 de julho de 2007, no auditório do Sindicato dos Bancários de Chapecó, com início às 09:30 h.
Abertura
Tadeu chamou Tortelli, Neuro e Cristiane para a mesa.
Fala do Tortelli:
Três objetivos: afirmação política de que o instrumento a ser construído é uma universidade federal de novo caráter. 2 – Definição das grandes questões unificadoras para que o grupo dos 11 possam negociar com o MEC, até 15 de setembro. 3 – Plano de ação e mobilização e envolvimento social para constituição de um movimento pró-universidade – movimento de massa para garantir negociação com o MEC.
Cristiane: apresenta a programação.
1 – Fala da Via e da FETRAF para orientar o processo.
2 – Resgate do que já foi acumulado
3 – Debate com intervenção das entidades, com identificação dos pilares orientadores da Universidade. Grupo dos 11 se reune durante o almoço faz a síntese para orientar o debate.
4 – Plano de Ação: como vai andar o movimento a partir de agora. Questões objetivas e agendas.
Teto da reunião: 16 h. Sem intervalo pela manhã.
Encerramento da manhã: previsto para 12:30. Independente da hora de encerramento, uma hora de almoço.
Luciane: processo de apresentação das entidades presentes. Chamados os animadores.
1 – Cooperativas
2 – Igrejas: Dioceses de Vacaria, Chapecó, Rio do Sul.
3 – Movimento estudantil:
4 – Associações dos municípios e associações comunitárias.
5 – Partidos: PT e PcdoB
6 – Associação regional de desenvolvimento e educação – RS
7 – Assesoar e Apaco
8 – Profissionais liberais e professores.
9 – Sindicatos:
10 – Jurandir do MDA.
11 – Célio Bonetti, Fórum da Mesorregião.
12 – Parlamentares e executivos
13 – Movimentos sociais: MST, MPA, MAB, FETRAF, CUT.
Fala do Neuro:
Dar passos significativos e avançar no debate para balizar o debate sobre o perfil de universidade que precisamos para os três estados.
Como estamos organizados para conduzir o debate: 3 equipes organizadas.
- Coordenação política
- Grupo de Trabalho: representantes dos movimentos e ministério. Elaboração a universidade que estamos construindo – Grupo dos 11.
- Equipe técnica pedagógica: juntando os cavacos. Articulando os diversos processos que vem acontecendo nos mais diversos lugares e organizações. Juntar as contribuições.
Até hoje, uma bonita história de elaboração e debate, nas diversas organizações, sobre a universidade que queremos. Temos que sistematizar para afirmar que universidade queremos. Uma universidade diferente para uma sociedade diferente.
Três coisas:
- Debate com a base, com o povo. Precisamos fazer um esforço para que o debate chegue até a base. A universidade tem que ser do povo.
- Interlocução com o governo federal: temos que debater e não só entregar no MEC, mas temos que falar, fazer-nos ouvir para que governo saiba o que o povo quer. Por isso temos que estar atentos para que o governo ouça o que queremos e assuma posições a nosso fazer. Buscar adaptar a lei às necessidades da população.
- Condução da universidade depois de criada: como essa universidade vai responder às demandas da população. Uma universidade conduzida pelas organizações populares e movimentos, povo dentro da universidade, conduzindo.
Dia hoje pode dar um passo importante na definição e aproximação entre nós.
Fala do Tortelli:
Este evento dá uma dimensão da grande vitória que estamos construindo. Estamos construindo um movimento, plural, diversidade de representação, este seminário marca a unidade da região. Os três estados tem movimentos, que se unem hoje. O MEC nos desafiou a unificar para definir a universidade. Campo e cidade, os três estados juntos.
Temos que ter capacidade de construir convergências, sensibilidade, compreensão de que temos que construir juntos e nem sempre nossas idéias serão atendidas. Temos a possibilidade construir bases sólidas para um movimento forte. Como transformar esta disposição em um grande movimento. Hoje temos grande possibilidade. Recolocamos essa agenda nos movimentos e no governo. Construir uma nova universidade.
Temos que sair daqui com responsabilidade para nos articular e fazer pressão política. Sindicalismo e movimentos sabem fazer isso. Temos que fazer isso de novo, para caminhar em busca de nossos objetivos. Não podemos deixar que a equipe de negociação fique sozinha. Temos que tomar as ruas para ter apoio do povo. Para construir uma universidade nova. O poder de negociação será tanto maior quanto maior for o movimento. Estamos desafiados para a construção. Em 60 dias temos que entregar o PPP. Temos esse prazo para construir e mostrar o movimento. Isso vai ser decisivo para dar o perfil da universidade. Transformar isso em nosso tema de luta. Unificar as capacidades de mobilização para garantir nossos ideais. Organização e luta.
Organização do almoço: opção do Franciscon, 5,50, ou ao lado outro restaurante, a R$ 5,00. Proposta: Movimentos ligadas à Via e Fetraf: ao lado.
As pessoas que tem celular, deixem o aparelho no silencioso.
Resgate do processo e apresentação documento entregue ao Ministério da Educação
Audiência:
- Uma coisa era a Universidade do Mercosul e outra o que queremos.
- Ministro convencido que esse movimento poderia ter um instituto tecnológico, mas abriria discussão para ver se o movimento assume isso ou quer uma universidade.
- Movimento indicaria 10 pessoas para elaborar o projeto, junto com o movimento. Equipe composta: 11 pessoas. Apresentados os nomes.
Caracterização da região: abrangência da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul: 381 município. População: 3,7 milhões. Grau de urbanização baixa: 65%. ¼ da população e território. 1/10 do PIB.
A maior parte da região considerada estagnada.
- Processo de colonização que exclui as populações originais e estabelece uma nova organização. População de origem européia mas com presença de caboclos, índios e outras.
- Econômico: base na agropecuária e agroindústria. Agricultura familiar e camponesa como elemento dinamizador do desenvolvimento.
Somente estão integrados ao mercado os integrados às agroindústrias, que representam pouco numericamente.
AF: sul representa mais de 90% dos estabelecimento, e maior concentração nesta Mesorregião.
Região que perde em participação econômica e em população nos últimos anos.
Presença acentuada do cooperativismo, tradicional e novo.
Forte presença dos movimentos sociais populares, que nascem nesta região e reconhecidos nacionalmente.
345 municípios com menos de 20 mil habitantes. Somente dois acima de 100 mil habitantes.
Baixa presença do poder público federal. Educação nasce a partir das escolas das comunidades.
Luta constituiu muitas políticas públicas que hoje são nacionais, que nasceram daqui.
Forte presença das universidades comunitárias.
Que universidade queremos: antes um documento elaborado mais a partir da FETRAF e Via. Foi re-elaborado e muita coisa ficou de fora.
- Agricultura familiar e camponesa como estruturadores.
- Focada no desenvolvimento sustentável e solidária.
- Não queremos só abrir mais vagas. Queremos mais ensino, pesquisa e extensão.
- Garantia de participação dos movimentos sociais na gestão da universidade.
Outros elementos a serem potencializados.
Estrutura multi-campi, com presença nos três estados.
Podemos avançar no conceito de universidade nova: bacharelado e especializações. Mais locais, porque não precisaria de laboratórios etc. O segundo ciclo mais regionalizado.
Condições de acesso às populações carentes. Inclusão social.
Acabar com o vestibular, estabelecendo outras formas de acesso.
Intercâmbio com as outras universidades.
Debate
Falas das entidades
Debate previsto para duas horas.
Primeira meia hora: entidades e movimentos. Falas de 5 a 8 minutos.
Marlene, região das Missões -
Elementos fundamentadores apresentados
Marlene: Região das Missões. 1 milhão de habitantes. Movimento a partir de 2005. Articulados no movimento.
Célio Bonetti – Mesorregião. Fórum de 75 entidades, diretoria e conselho de representantes. Contexto das mesorregiões, intermediação com o ministério é por um fórum mesorregional. Mesorregião começou a ser construído em 1996. Em 2000 incorporado o Sudoeste. Essa configuração fez com que os três estados pensassem juntos. Base nos movimentos sociais e agricultura familiar.
Desde o começo, a meso participou do Grupo de elaboração da proposta. Embate interno pela participação das comunitárias.
Muitos debates: composição de uma comissão para participar no GT na UFSC. Proposta mais técnica e dentro dos parâmetros. Repassar para a comissão dos 11 para aproveitar na elaboração do projeto final. Presente na comissão o Zeferino Perin. Precisamos concluir o processo de construção. Presença estratégica dos movimentos sociais e populares. Isso garante mais capacidade de mobilização política. Garantir a construção dessa universidade, de acordo com as demandas e desejos.
Desejam estar presentes para construir.(Célio Bonetti)
(Dom Orlando)
Criação movimento, reagindo ao esquecimento do norte do RS.
Documento para o Lula. Passo importante.
Delimitação da área: Oeste de santa catarina e sudoeste do Paraná, para juntar forças.
Dificuldade: se insistirmos demais na Mesorregião, o Nordeste do RS vai ficar fora. Onde nasceu a primeira reação fica fora da mesorregião.
Se nós decidimos, devemos alargar as fronteiras, superando os limites do IBGE.
(Elemar Cezimbra)
Preocupação geográfica: centro sul do Paraná quer se integrar e está fora da Mesorregião. Precisamos ampliar para não prejudicar o movimento. Universidade não para o mercado. Para incluir. Caráter popular explícito nos documentos.
Documento tem que fazer uma crítica mais clara para apontar o que serve o que não serve. Não podemos abrir mão da crítica.
Documento parece com medo de colocar nossas coisas. Temos que apontar realmente o que queremos. Não podemos medir palavras. Nossos documentos tem que ser mais incisivo. Incluir os excluídos do capital. Podemos abrir mão de algumas coisas na negociação. (Elemar Cezimbra)
(Eversos – Estudantes)
Pelo movimento, a universidade não é mais meramente um sonho. Participação dos movimentos sociais na sua construção. Debate sobre a reforma universitária. Processo ainda não está pronto. Participação dos estudantes nas comissões do movimento – Uniões Catarinense, Paranaense e também do RS. Isso poderia garantir mais mobilização. Movimento estudantil conseguiu avançar bastante. Este movimento pode garantir essa ampliação, que garante mobilização.
Tortelli: reitera convite aos estudantes, que devem se organizar para ter uma representação. A coordenação vai acatar. Integrar a partir de hoje.
(Mateus – RS UNE)
Estranhava a ausência do movimento estudantil. Não se pode discutir universidade sem discutir desenvolvimento nacional. Mudança do modelo de desenvolvimento. Precisa mudar osm rumos da economia e a universidade ter o papel de gerar desenvolvimento.
Aberta a palavra dos participantes:
(Dirceu Dresch) – Censo comum na juventude que todo mundo tem que pagar um pouco para que outros tenham universidade gratuita.
Debate de construção de uma universidade nossa. Temos uma legislação universitária. Como vamos ter esse espaço de mudança com uma legislação desse tipo? Ministro ainda fala em instituto. Não podemos perder essa idéia, porque pode ser mais específica.
Se queremos discutir uma região, como devemos discutir outros temas como a reforma universitária.
Importância de ver as regras de cotas, de participação dos educandos da educação pública.
A lei não garante que a universidade seja regional. Vem gente de todo o Brasil.
Continuar no processo de mobilização. Podemos construir as universidades dos sonhos, mas temos que pensar em mexer na legislação.
(Severine) – Trabalhadores rurais e urbanos. Tema da educação é um dos principais na discussão do desenvolvimento. Universidade é o final da linha da exclusão.
Não aponta para o desenvolvimento da agricultura familiar. Capacitam para sair do campo, ser mão-de-obra para a indústria.
(Vignatti) Universidade não está no PPA e nem pode ficar fora da lei orçamentária.
Garantiu 1 milhão de suas emendas. Bancada catarinense garantiu mais quatro milhões. Importante construir aliados na Câmara.
Primeiro passo é garantir a universidade para depois pensar o seu perfil.
(Ivar Pavan) – Mérito de recuperar o movimento: unificação e credenciamento junto ao mec. Este grupo é o interlocutor. Tem que fazer pressão sem vender ilusões. Ano eleitoral pode provocar isso. Isso esvaziaria, pois não tem como definir universidade para todos os lugares.
Não pode haver muralhas. A Mesorregião é a referência de instalação.
Conteúdo: autonomia, democracia, acesso aos mais pobres – Conceito
Excluir de nosso movimento o debate do Instituto.
(Pedro Uczai) Ao não estar no PPA é uma indicação do que o governo quer. Construir novas e fazer reformas nas atuais. Tem argumento para construir uma nova universidade.
Documento pedindo inclusão no PPA. Pedido para o Lula esta seman.
(Marcon) Garantir a democracia universitária e que os pobres tenham acesso. Hoje as universidades públicas servem para os ricos.
(Alsari) Ampliar o perfil desse movimento e esse comitê. Para todos os movimentos de base do RS. Temos que dialogar com as entidades a reforma universitária para garantir o perfil de nossa universidade.
Dar um recorte de classe, a partir do concreto.
(Alsari) Entrega um documento com 20 mil assinaturas. Vários documentos de apoio à criação da universidade federal nesta região.
Ponto básico: Não podemos perder a questão histórica. Educação como mola mestra do desenvolvimento. cobrar o lula. modelo de universidade.
(Jeferson) – Temos que debater outros temas importantes, inclusive o PROUNI. Temos que cuidar o que colocamos no papel. As nossas falas normalmente não aparecem nos documentos.
(Jeferson) – universidade de caráter popular, com a gestão dos movimentos, estudantes, sociedade. Cursos voltados para o desenvolvimento, mas um outro desenvolvimento, de caráter local. Cotas tem ser maiores para o ensino público.
(Ivanir – RS) – dois aspectos: transformar a universidade federal. Isso pode ser trabalhado no projeto. O segundo: dimensionamento. Defesa de primeiro garantir universidade é ilusório. Temos que dimensionar o que queremos. Grupos que estão formados devem dimensionar o tipo, a quantidade de cursos, locais, formações, formas de acesso e necessidade em formação e número. Participação no movimento: ampliação do movimento. Transparência no movimento e inclusão.
(Vignatti) – Documento é uma síntese do que já andou. O seminário de abril foi mais representativo. Desafio: debate sobre a nova universidade, que seria importante para nós. Muita similaridade em nossas regiões. Poderíamos ser a primeira universidade desse tipo.
Universidade popular com alunos formados e comprometidos com nossa visão de desenvolvimento.
(Rosângela) Aprofundar conceitos, como o desenvolvimento sustentável. Agricultura familiar e camponesa. Pensar o que se disse no documento, que é contraditório com a condição da agricultura familiar e camponesa. Cuidado na elaboração.
(João Pedro)
(Brizola) – Histórico das universidades. Elite aprofunda a crise e a dívida social. Porque estamos aqui; Lutar para reverter o processo. Não para construir outra universidade, mas uma nova forma de universidade. Justiça. Mecanismos de controle e de gestão.
(Liseu) – Gabinete da Ideli. Duas questões: modelo de universidade, que estabelece um tipo e uma autonomia. Por isso reforma universitária estabelecendo novos marcos. Para todo o Brasil. Projeto em 2003. Equidade na oferta e no acesso. Nas regiões mais distantes. Estrato de vagas pelo estrato da população brasileira.
Aspecto local: viabilizar a universidade.
(Gab. Adão Preto) Movimentos sociais se desafiar em criar o novo. Disputar recursos para isso. Apresentar coisas diferentes, para modificar a situação da educação. Exemplo: estudo de dia, sem cursos à noite. Recorte econômico deve ser garantido.
(Rosane) Integração com outros países e movimentos sociais. Experiências.
(Anacleto) – Sistema de cotas deve ser discutido. Cursos voltados para os agricultores familiares e camponeses, trabalhadores urbanos. Mais importante: educação popular e universidade garantam inclusão social;
Não bastam só vários campi: é preciso diversificar os cursos.
(Zeca) Fortalecer a mobilização. Inclusão de outros movimentos. Não vai resolver a pobreza desta região. Vai ser parceira no desenvolvimento e na sua discussão. Construção conjunto da região.
No RS, criamos a UERGS e não conseguimos manter o controle.
Perfil da Universidade
Campus em cada estado.(Marlene)
Pesquisa, graduação, pós-graduação e extensão, extensão, multicampi.(Marlene)
Gestão com participação dos movimentos Gestão democrática e popular.
Financiamento somente público.
(Célio Bonetti) – Defesa de uma política de ensino superior federal.
Ampliar a região, sem focar demais sobre a Mesorregião. Região de Vacaria e Centro Sul do Paraná(Dom Orlando) (Elemar Cezimbra)
Pensar a universidade como instrumento de desenvolvimento. Não só centro de formação de profissionais, mas de pesquisa e extensão. Debate da reforma universitária. (Mateus – RS UNE)
Debate para poder ser a primeira Universidade Nova, com ciclo básico e segundo ciclo mais especializado, como proposto pelo MEC. Isso facilitaria. (Vignatti).
Universidade Federal e não instituto (Pedro Uczai)
Acesso: por que não inovar, para além das cotas: sem terra, assentados e filhos de agricultores familiares, que podem vir de todo o Brasil. (Pedro Uczai)
(MPA _ Leila) – Acesso via memorial. Focado nos movimentos sociais.
Novo modelo de universidade – Se tem legislação que impede, temos que tensionar para mudar a legislação/lei específica. (João Pedro).
(Brizola): Conselho bipartite de gestão.
(Liseu) acesso – vagas de acordo com o estrato da população. Quanto mais próximo da fronteira, mais forte.
Focos ou áreas: ciências humanas. Professores para o meio rural. Ambiental e territorial. Todos os cursos devem ter formação básica em ciências humanas, mov. sociais, filosofia, org. sociedade.
Medicina alternativa, medicina social.
No documento: crítica à universidade existente e ao modelo de desenvolvimento para o país.
Diretrizes
Prioridade para as populações pobres e excluídas – inclusão social -
Princípios pedagógicos: ensino, pesquisa, extensão, empoderamento social dos pobres e excluídos.
Reprodução e produção e socialização do conhecimento e de empoderamento social.
Áreas: cultura, arte, música, ambiental, urbana, saneamento, educação, saúde, economia social e solidária, ciências humanas, turismo, tecnologias, sistemas locais de produção. (Marlene)
Universidade pública federal popular, e isso demarca a universidade – Movimentos. (Elemar Cezimbra)
Alternativa que seja diferente.
Gestão com participação dos movimentos populares.(Everson – Estudantes)
Discussão do acesso à universidade para além do vestibular – como com essa legislação? (Dirceu Dresch)
Universidade constituída a partir da concepção do desenvolvimento regional. Cursos que atendam às necessidades do campo e da região e pensar o desenvolvimento e do campo. Tecnologias adequadas para a agricultura familiar. Concepção de desenvolvimento a partir dos movimentos sociais. (Severine)
Princípios da autonomia, democracia, acesso aos mais pobres – Conceito (Ivar Pavan)
Garantir a democracia universitária e o acesso diferenciado para agricultores familiares, camponeses, pobres da cidade e movimentos sociais. (Marcon)
(MST – Mulher) – Universidade focada na soberania alimentar e alternativas na saúde.
Acesso: a partir das indicações dos movimentos sociais e suas experiências educativas. Seleção: Via memorial e histórico de vida.
Retorno social de quem estuda em ensino público, após o processo de formação. (João Pedro)
Não pode ser voltada somente para a agricultura, mas também para as populações pobres da cidade. (João Pedro)
(Adão Preto – Gab.) pensar proposta para Conselho Universitário.
(Rosane) Integração com outros países, que tem experiências populares. Formas alternativas para além da regular de acesso e participação dos alunos. Alternância.
(Anacleto) – Sistema de cotas deve ser discutido. Cursos voltados para os agricultores familiares e camponeses, trabalhadores urbanos. Mais importante: educação popular e universidade garantam inclusão social;
Não bastam só vários campi: é preciso diversificar os cursos.
(Zeca) Democrática, acesso para os mais diversos setores.
Movimento pró-universidade
Comitês Municipais.(Marlene)
Participação dos estudantes e suas organizações na coordenação política.
Construir universidade de fora para dentro.
Temos que centralizar, formar comitê, para ter um representante bem claro no processo de interlocução com o governo.(Marcon)
Ampliar o apoio político.(Marcon)
Instrumentos de mobilização
Seminários de debate (Marlene) Atos regionais.(Severine)
Ações
Mobilização em São Miguel das Missões (Marlene)
Construção de aliados no Congresso, onde vai ser aprovado o projeto.
Encontro realizado no dia 13 de julho de 2007, no auditório do Sindicato dos Bancários de Chapecó, com início às 09:30 h.
Abertura
Tadeu chamou Tortelli, Neuro e Cristiane para a mesa.
Fala do Tortelli:
Três objetivos: afirmação política de que o instrumento a ser construído é uma universidade federal de novo caráter. 2 – Definição das grandes questões unificadoras para que o grupo dos 11 possam negociar com o MEC, até 15 de setembro. 3 – Plano de ação e mobilização e envolvimento social para constituição de um movimento pró-universidade – movimento de massa para garantir negociação com o MEC.
Cristiane: apresenta a programação.
1 – Fala da Via e da FETRAF para orientar o processo.
2 – Resgate do que já foi acumulado
3 – Debate com intervenção das entidades, com identificação dos pilares orientadores da Universidade. Grupo dos 11 se reune durante o almoço faz a síntese para orientar o debate.
4 – Plano de Ação: como vai andar o movimento a partir de agora. Questões objetivas e agendas.
Teto da reunião: 16 h. Sem intervalo pela manhã.
Encerramento da manhã: previsto para 12:30. Independente da hora de encerramento, uma hora de almoço.
Luciane: processo de apresentação das entidades presentes. Chamados os animadores.
1 – Cooperativas
2 – Igrejas: Dioceses de Vacaria, Chapecó, Rio do Sul.
3 – Movimento estudantil:
4 – Associações dos municípios e associações comunitárias.
5 – Partidos: PT e PcdoB
6 – Associação regional de desenvolvimento e educação – RS
7 – Assesoar e Apaco
8 – Profissionais liberais e professores.
9 – Sindicatos:
10 – Jurandir do MDA.
11 – Célio Bonetti, Fórum da Mesorregião.
12 – Parlamentares e executivos
13 – Movimentos sociais: MST, MPA, MAB, FETRAF, CUT.
Fala do Neuro:
Dar passos significativos e avançar no debate para balizar o debate sobre o perfil de universidade que precisamos para os três estados.
Como estamos organizados para conduzir o debate: 3 equipes organizadas.
- Coordenação política
- Grupo de Trabalho: representantes dos movimentos e ministério. Elaboração a universidade que estamos construindo – Grupo dos 11.
- Equipe técnica pedagógica: juntando os cavacos. Articulando os diversos processos que vem acontecendo nos mais diversos lugares e organizações. Juntar as contribuições.
Até hoje, uma bonita história de elaboração e debate, nas diversas organizações, sobre a universidade que queremos. Temos que sistematizar para afirmar que universidade queremos. Uma universidade diferente para uma sociedade diferente.
Três coisas:
- Debate com a base, com o povo. Precisamos fazer um esforço para que o debate chegue até a base. A universidade tem que ser do povo.
- Interlocução com o governo federal: temos que debater e não só entregar no MEC, mas temos que falar, fazer-nos ouvir para que governo saiba o que o povo quer. Por isso temos que estar atentos para que o governo ouça o que queremos e assuma posições a nosso fazer. Buscar adaptar a lei às necessidades da população.
- Condução da universidade depois de criada: como essa universidade vai responder às demandas da população. Uma universidade conduzida pelas organizações populares e movimentos, povo dentro da universidade, conduzindo.
Dia hoje pode dar um passo importante na definição e aproximação entre nós.
Fala do Tortelli:
Este evento dá uma dimensão da grande vitória que estamos construindo. Estamos construindo um movimento, plural, diversidade de representação, este seminário marca a unidade da região. Os três estados tem movimentos, que se unem hoje. O MEC nos desafiou a unificar para definir a universidade. Campo e cidade, os três estados juntos.
Temos que ter capacidade de construir convergências, sensibilidade, compreensão de que temos que construir juntos e nem sempre nossas idéias serão atendidas. Temos a possibilidade construir bases sólidas para um movimento forte. Como transformar esta disposição em um grande movimento. Hoje temos grande possibilidade. Recolocamos essa agenda nos movimentos e no governo. Construir uma nova universidade.
Temos que sair daqui com responsabilidade para nos articular e fazer pressão política. Sindicalismo e movimentos sabem fazer isso. Temos que fazer isso de novo, para caminhar em busca de nossos objetivos. Não podemos deixar que a equipe de negociação fique sozinha. Temos que tomar as ruas para ter apoio do povo. Para construir uma universidade nova. O poder de negociação será tanto maior quanto maior for o movimento. Estamos desafiados para a construção. Em 60 dias temos que entregar o PPP. Temos esse prazo para construir e mostrar o movimento. Isso vai ser decisivo para dar o perfil da universidade. Transformar isso em nosso tema de luta. Unificar as capacidades de mobilização para garantir nossos ideais. Organização e luta.
Organização do almoço: opção do Franciscon, 5,50, ou ao lado outro restaurante, a R$ 5,00. Proposta: Movimentos ligadas à Via e Fetraf: ao lado.
As pessoas que tem celular, deixem o aparelho no silencioso.
Resgate do processo e apresentação documento entregue ao Ministério da Educação
Audiência:
- Uma coisa era a Universidade do Mercosul e outra o que queremos.
- Ministro convencido que esse movimento poderia ter um instituto tecnológico, mas abriria discussão para ver se o movimento assume isso ou quer uma universidade.
- Movimento indicaria 10 pessoas para elaborar o projeto, junto com o movimento. Equipe composta: 11 pessoas. Apresentados os nomes.
Caracterização da região: abrangência da Mesorregião Grande Fronteira do Mercosul: 381 município. População: 3,7 milhões. Grau de urbanização baixa: 65%. ¼ da população e território. 1/10 do PIB.
A maior parte da região considerada estagnada.
- Processo de colonização que exclui as populações originais e estabelece uma nova organização. População de origem européia mas com presença de caboclos, índios e outras.
- Econômico: base na agropecuária e agroindústria. Agricultura familiar e camponesa como elemento dinamizador do desenvolvimento.
Somente estão integrados ao mercado os integrados às agroindústrias, que representam pouco numericamente.
AF: sul representa mais de 90% dos estabelecimento, e maior concentração nesta Mesorregião.
Região que perde em participação econômica e em população nos últimos anos.
Presença acentuada do cooperativismo, tradicional e novo.
Forte presença dos movimentos sociais populares, que nascem nesta região e reconhecidos nacionalmente.
345 municípios com menos de 20 mil habitantes. Somente dois acima de 100 mil habitantes.
Baixa presença do poder público federal. Educação nasce a partir das escolas das comunidades.
Luta constituiu muitas políticas públicas que hoje são nacionais, que nasceram daqui.
Forte presença das universidades comunitárias.
Que universidade queremos: antes um documento elaborado mais a partir da FETRAF e Via. Foi re-elaborado e muita coisa ficou de fora.
- Agricultura familiar e camponesa como estruturadores.
- Focada no desenvolvimento sustentável e solidária.
- Não queremos só abrir mais vagas. Queremos mais ensino, pesquisa e extensão.
- Garantia de participação dos movimentos sociais na gestão da universidade.
Outros elementos a serem potencializados.
Estrutura multi-campi, com presença nos três estados.
Podemos avançar no conceito de universidade nova: bacharelado e especializações. Mais locais, porque não precisaria de laboratórios etc. O segundo ciclo mais regionalizado.
Condições de acesso às populações carentes. Inclusão social.
Acabar com o vestibular, estabelecendo outras formas de acesso.
Intercâmbio com as outras universidades.
Debate
Falas das entidades
Debate previsto para duas horas.
Primeira meia hora: entidades e movimentos. Falas de 5 a 8 minutos.
Marlene, região das Missões -
Elementos fundamentadores apresentados
Marlene: Região das Missões. 1 milhão de habitantes. Movimento a partir de 2005. Articulados no movimento.
Célio Bonetti – Mesorregião. Fórum de 75 entidades, diretoria e conselho de representantes. Contexto das mesorregiões, intermediação com o ministério é por um fórum mesorregional. Mesorregião começou a ser construído em 1996. Em 2000 incorporado o Sudoeste. Essa configuração fez com que os três estados pensassem juntos. Base nos movimentos sociais e agricultura familiar.
Desde o começo, a meso participou do Grupo de elaboração da proposta. Embate interno pela participação das comunitárias.
Muitos debates: composição de uma comissão para participar no GT na UFSC. Proposta mais técnica e dentro dos parâmetros. Repassar para a comissão dos 11 para aproveitar na elaboração do projeto final. Presente na comissão o Zeferino Perin. Precisamos concluir o processo de construção. Presença estratégica dos movimentos sociais e populares. Isso garante mais capacidade de mobilização política. Garantir a construção dessa universidade, de acordo com as demandas e desejos.
Desejam estar presentes para construir.(Célio Bonetti)
(Dom Orlando)
Criação movimento, reagindo ao esquecimento do norte do RS.
Documento para o Lula. Passo importante.
Delimitação da área: Oeste de santa catarina e sudoeste do Paraná, para juntar forças.
Dificuldade: se insistirmos demais na Mesorregião, o Nordeste do RS vai ficar fora. Onde nasceu a primeira reação fica fora da mesorregião.
Se nós decidimos, devemos alargar as fronteiras, superando os limites do IBGE.
(Elemar Cezimbra)
Preocupação geográfica: centro sul do Paraná quer se integrar e está fora da Mesorregião. Precisamos ampliar para não prejudicar o movimento. Universidade não para o mercado. Para incluir. Caráter popular explícito nos documentos.
Documento tem que fazer uma crítica mais clara para apontar o que serve o que não serve. Não podemos abrir mão da crítica.
Documento parece com medo de colocar nossas coisas. Temos que apontar realmente o que queremos. Não podemos medir palavras. Nossos documentos tem que ser mais incisivo. Incluir os excluídos do capital. Podemos abrir mão de algumas coisas na negociação. (Elemar Cezimbra)
(Eversos – Estudantes)
Pelo movimento, a universidade não é mais meramente um sonho. Participação dos movimentos sociais na sua construção. Debate sobre a reforma universitária. Processo ainda não está pronto. Participação dos estudantes nas comissões do movimento – Uniões Catarinense, Paranaense e também do RS. Isso poderia garantir mais mobilização. Movimento estudantil conseguiu avançar bastante. Este movimento pode garantir essa ampliação, que garante mobilização.
Tortelli: reitera convite aos estudantes, que devem se organizar para ter uma representação. A coordenação vai acatar. Integrar a partir de hoje.
(Mateus – RS UNE)
Estranhava a ausência do movimento estudantil. Não se pode discutir universidade sem discutir desenvolvimento nacional. Mudança do modelo de desenvolvimento. Precisa mudar osm rumos da economia e a universidade ter o papel de gerar desenvolvimento.
Aberta a palavra dos participantes:
(Dirceu Dresch) – Censo comum na juventude que todo mundo tem que pagar um pouco para que outros tenham universidade gratuita.
Debate de construção de uma universidade nossa. Temos uma legislação universitária. Como vamos ter esse espaço de mudança com uma legislação desse tipo? Ministro ainda fala em instituto. Não podemos perder essa idéia, porque pode ser mais específica.
Se queremos discutir uma região, como devemos discutir outros temas como a reforma universitária.
Importância de ver as regras de cotas, de participação dos educandos da educação pública.
A lei não garante que a universidade seja regional. Vem gente de todo o Brasil.
Continuar no processo de mobilização. Podemos construir as universidades dos sonhos, mas temos que pensar em mexer na legislação.
(Severine) – Trabalhadores rurais e urbanos. Tema da educação é um dos principais na discussão do desenvolvimento. Universidade é o final da linha da exclusão.
Não aponta para o desenvolvimento da agricultura familiar. Capacitam para sair do campo, ser mão-de-obra para a indústria.
(Vignatti) Universidade não está no PPA e nem pode ficar fora da lei orçamentária.
Garantiu 1 milhão de suas emendas. Bancada catarinense garantiu mais quatro milhões. Importante construir aliados na Câmara.
Primeiro passo é garantir a universidade para depois pensar o seu perfil.
(Ivar Pavan) – Mérito de recuperar o movimento: unificação e credenciamento junto ao mec. Este grupo é o interlocutor. Tem que fazer pressão sem vender ilusões. Ano eleitoral pode provocar isso. Isso esvaziaria, pois não tem como definir universidade para todos os lugares.
Não pode haver muralhas. A Mesorregião é a referência de instalação.
Conteúdo: autonomia, democracia, acesso aos mais pobres – Conceito
Excluir de nosso movimento o debate do Instituto.
(Pedro Uczai) Ao não estar no PPA é uma indicação do que o governo quer. Construir novas e fazer reformas nas atuais. Tem argumento para construir uma nova universidade.
Documento pedindo inclusão no PPA. Pedido para o Lula esta seman.
(Marcon) Garantir a democracia universitária e que os pobres tenham acesso. Hoje as universidades públicas servem para os ricos.
(Alsari) Ampliar o perfil desse movimento e esse comitê. Para todos os movimentos de base do RS. Temos que dialogar com as entidades a reforma universitária para garantir o perfil de nossa universidade.
Dar um recorte de classe, a partir do concreto.
(Alsari) Entrega um documento com 20 mil assinaturas. Vários documentos de apoio à criação da universidade federal nesta região.
Ponto básico: Não podemos perder a questão histórica. Educação como mola mestra do desenvolvimento. cobrar o lula. modelo de universidade.
(Jeferson) – Temos que debater outros temas importantes, inclusive o PROUNI. Temos que cuidar o que colocamos no papel. As nossas falas normalmente não aparecem nos documentos.
(Jeferson) – universidade de caráter popular, com a gestão dos movimentos, estudantes, sociedade. Cursos voltados para o desenvolvimento, mas um outro desenvolvimento, de caráter local. Cotas tem ser maiores para o ensino público.
(Ivanir – RS) – dois aspectos: transformar a universidade federal. Isso pode ser trabalhado no projeto. O segundo: dimensionamento. Defesa de primeiro garantir universidade é ilusório. Temos que dimensionar o que queremos. Grupos que estão formados devem dimensionar o tipo, a quantidade de cursos, locais, formações, formas de acesso e necessidade em formação e número. Participação no movimento: ampliação do movimento. Transparência no movimento e inclusão.
(Vignatti) – Documento é uma síntese do que já andou. O seminário de abril foi mais representativo. Desafio: debate sobre a nova universidade, que seria importante para nós. Muita similaridade em nossas regiões. Poderíamos ser a primeira universidade desse tipo.
Universidade popular com alunos formados e comprometidos com nossa visão de desenvolvimento.
(Rosângela) Aprofundar conceitos, como o desenvolvimento sustentável. Agricultura familiar e camponesa. Pensar o que se disse no documento, que é contraditório com a condição da agricultura familiar e camponesa. Cuidado na elaboração.
(João Pedro)
(Brizola) – Histórico das universidades. Elite aprofunda a crise e a dívida social. Porque estamos aqui; Lutar para reverter o processo. Não para construir outra universidade, mas uma nova forma de universidade. Justiça. Mecanismos de controle e de gestão.
(Liseu) – Gabinete da Ideli. Duas questões: modelo de universidade, que estabelece um tipo e uma autonomia. Por isso reforma universitária estabelecendo novos marcos. Para todo o Brasil. Projeto em 2003. Equidade na oferta e no acesso. Nas regiões mais distantes. Estrato de vagas pelo estrato da população brasileira.
Aspecto local: viabilizar a universidade.
(Gab. Adão Preto) Movimentos sociais se desafiar em criar o novo. Disputar recursos para isso. Apresentar coisas diferentes, para modificar a situação da educação. Exemplo: estudo de dia, sem cursos à noite. Recorte econômico deve ser garantido.
(Rosane) Integração com outros países e movimentos sociais. Experiências.
(Anacleto) – Sistema de cotas deve ser discutido. Cursos voltados para os agricultores familiares e camponeses, trabalhadores urbanos. Mais importante: educação popular e universidade garantam inclusão social;
Não bastam só vários campi: é preciso diversificar os cursos.
(Zeca) Fortalecer a mobilização. Inclusão de outros movimentos. Não vai resolver a pobreza desta região. Vai ser parceira no desenvolvimento e na sua discussão. Construção conjunto da região.
No RS, criamos a UERGS e não conseguimos manter o controle.
Perfil da Universidade
Campus em cada estado.(Marlene)
Pesquisa, graduação, pós-graduação e extensão, extensão, multicampi.(Marlene)
Gestão com participação dos movimentos Gestão democrática e popular.
Financiamento somente público.
(Célio Bonetti) – Defesa de uma política de ensino superior federal.
Ampliar a região, sem focar demais sobre a Mesorregião. Região de Vacaria e Centro Sul do Paraná(Dom Orlando) (Elemar Cezimbra)
Pensar a universidade como instrumento de desenvolvimento. Não só centro de formação de profissionais, mas de pesquisa e extensão. Debate da reforma universitária. (Mateus – RS UNE)
Debate para poder ser a primeira Universidade Nova, com ciclo básico e segundo ciclo mais especializado, como proposto pelo MEC. Isso facilitaria. (Vignatti).
Universidade Federal e não instituto (Pedro Uczai)
Acesso: por que não inovar, para além das cotas: sem terra, assentados e filhos de agricultores familiares, que podem vir de todo o Brasil. (Pedro Uczai)
(MPA _ Leila) – Acesso via memorial. Focado nos movimentos sociais.
Novo modelo de universidade – Se tem legislação que impede, temos que tensionar para mudar a legislação/lei específica. (João Pedro).
(Brizola): Conselho bipartite de gestão.
(Liseu) acesso – vagas de acordo com o estrato da população. Quanto mais próximo da fronteira, mais forte.
Focos ou áreas: ciências humanas. Professores para o meio rural. Ambiental e territorial. Todos os cursos devem ter formação básica em ciências humanas, mov. sociais, filosofia, org. sociedade.
Medicina alternativa, medicina social.
No documento: crítica à universidade existente e ao modelo de desenvolvimento para o país.
Diretrizes
Prioridade para as populações pobres e excluídas – inclusão social -
Princípios pedagógicos: ensino, pesquisa, extensão, empoderamento social dos pobres e excluídos.
Reprodução e produção e socialização do conhecimento e de empoderamento social.
Áreas: cultura, arte, música, ambiental, urbana, saneamento, educação, saúde, economia social e solidária, ciências humanas, turismo, tecnologias, sistemas locais de produção. (Marlene)
Universidade pública federal popular, e isso demarca a universidade – Movimentos. (Elemar Cezimbra)
Alternativa que seja diferente.
Gestão com participação dos movimentos populares.(Everson – Estudantes)
Discussão do acesso à universidade para além do vestibular – como com essa legislação? (Dirceu Dresch)
Universidade constituída a partir da concepção do desenvolvimento regional. Cursos que atendam às necessidades do campo e da região e pensar o desenvolvimento e do campo. Tecnologias adequadas para a agricultura familiar. Concepção de desenvolvimento a partir dos movimentos sociais. (Severine)
Princípios da autonomia, democracia, acesso aos mais pobres – Conceito (Ivar Pavan)
Garantir a democracia universitária e o acesso diferenciado para agricultores familiares, camponeses, pobres da cidade e movimentos sociais. (Marcon)
(MST – Mulher) – Universidade focada na soberania alimentar e alternativas na saúde.
Acesso: a partir das indicações dos movimentos sociais e suas experiências educativas. Seleção: Via memorial e histórico de vida.
Retorno social de quem estuda em ensino público, após o processo de formação. (João Pedro)
Não pode ser voltada somente para a agricultura, mas também para as populações pobres da cidade. (João Pedro)
(Adão Preto – Gab.) pensar proposta para Conselho Universitário.
(Rosane) Integração com outros países, que tem experiências populares. Formas alternativas para além da regular de acesso e participação dos alunos. Alternância.
(Anacleto) – Sistema de cotas deve ser discutido. Cursos voltados para os agricultores familiares e camponeses, trabalhadores urbanos. Mais importante: educação popular e universidade garantam inclusão social;
Não bastam só vários campi: é preciso diversificar os cursos.
(Zeca) Democrática, acesso para os mais diversos setores.
Movimento pró-universidade
Comitês Municipais.(Marlene)
Participação dos estudantes e suas organizações na coordenação política.
Construir universidade de fora para dentro.
Temos que centralizar, formar comitê, para ter um representante bem claro no processo de interlocução com o governo.(Marcon)
Ampliar o apoio político.(Marcon)
Instrumentos de mobilização
Seminários de debate (Marlene) Atos regionais.(Severine)
Ações
Mobilização em São Miguel das Missões (Marlene)
Construção de aliados no Congresso, onde vai ser aprovado o projeto.

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